No momento em que começávamos a nos conformar com o empate sem gols ante o Mirassol, eis que vimos ser recompensada a única equipe que foi ao Pacaembu, disposta a jogar futebol.
O torcedor que resolveu permanecer no estádio até os últimos segundos da partida, pôde testemunhar o gol do desafogo. O “golaço” do Jean Mota, que tirou o grito de gol entalado na garganta do torcedor, após um lance bizarro do Soteldo (que chutou para fora uma chance clara, sem goleiro).
Gol da raça, gol da superação, gol da persistência.
Na partida da tarde deste sábado, o professor Sampaoli resolveu poupar alguns titulares, mas deve ter percebido que este elenco do Santos ainda não permite muitas variações nas peças.
Matheus Ribeiro, Orinho, Soteldo e Felipe Aguilar ainda estão devendo. Espero que aconteça com estes jogadores o mesmo fenômeno ocorrido com o Jean Mota, que renasceu nas mão do professor Sampaoli.
Mas a atração desta tarde foi a estreia do Cueva, que jogou até os 15 minutos do segundo tempo, fazendo uma boa partida com uma chance clara de gol e um ótimo volume de jogo.
Alguns torcedores comentaram que o Cueva precisou de 60 minutos para fazer mais que o Bryan Ruiz em 6 meses de clube.
Da nossa parte, achamos um pouco de exagero. Na verdade, em 5 minutos de jogo o Cueva já fazia mais do que o camisa 10 da Costa Rica.
Vá com Deus, Bryan Ruiz.
Para finalizar, parece que o time se recuperou da derrota do último final de semana e fica claro que este tropeço foi algo pontual.
A verdade é que Santos viajou 2.600 KM para fazer um treino de luxo em Teresina-PI.
Fez 7×1 de virada em cima do bicampeão Piauiense, e de quebra, faturou 1 milhão de reais por passar de fase na Copa do Brasil.
Mais uma vez destacaram-se Dérlis Gonzales, Pato Sanchez, Pituca e Alison. Os zagueiros tiveram um desempenho discreto, com algumas perdas de bola. Talvez um certo relaxamento ante a fragilidade do adversário.
O Soteldo fez um bonito gol e incrivelmente teve uma chance de cabeça. Entretanto, teve dificuldades ao tentar o drible. Algo que pôde ser visto em partidas anteriores.
O jovem promissor Sandri (de 16 anos) foi bem mais uma vez. Este jogador é uma grata surpresa neste início de temporada.
No mais, valeu para desopilar a todos os santistas (elenco e torcida), após o tropeço do final de semana.
Mesmo com a fragilidade do time do Altos, o Santos fez sua parte e se impôs com autoridade.
Fora das quatro linhas, a novidade é que aparecem cada vez mais notícias dando conta da contratação do meia peruano Christian Cueva.
Desportivamente é uma ótima contratação.
Pelo que jogou no ano de 2016, consideramos o Cueva mais jogador do que Lucas Lima.
Quanto à parte disciplinar, esperamos que o bom diálogo com o professor Sampaoli (no idioma espanhol), possa colocá-lo na linha.
Com relação ao valor da aquisição do jogador (se é caro ou barato), isso poderá ser aferido a partir do desempenho do jogador com a camisa santista.
O que temos certeza no momento, é que a diretoria deveria se esforçar para assinar novos contratos com Dérlis Gonzales e Pituca. Esses jogadores são excelentes investimentos visando as próximas temporadas.
Não basta perder a invencibilidade. Tem que ser com direito a goleada de 5×1, torcedor humilhado, olé e festa do adversário.
Itu que é conhecida como a “terra de gigantes”, o Santos perdeu por um placar adequado ao local.
Neste calor que está fazendo nos últimos dias, o santista tomou um balde de água fria a 0°C.
A impressão que deu é que o time perdeu a confiança (ao menos nesta partida). Parece que estão se “borrando de medo” do protagonismo que as quatro vitórias proporcionaram.
Passes errados, jogadas de lado e nervosismo. Este foi o resumo da noite.
Para aqueles que não assistiram ao jogo, o retrato da partida foi Sampaoli colocando o terceiro zagueiro (Luis Felipe no lugar do Vitor Ferraz) quando o placar já estava 5×1.
Até mesmo o gol de honra do Santos foi irregular, em virtude de impedimento.
Era para ter sido 5×0 acachapante e inapelável. No final, o Vanderlei ainda salvou o que seria o sexto gol do adversário.
Essa derrota deixou um enorme ponto de interrogação até no mais otimista dos santistas.
Está claro que o time precisa de reforços, pois alguns jogadores escancararam sua fragilidade técnica.
Agora: cá entre nós. Chega de reforços desconhecidos. Está na hora de trazer alguém de qualidade comprovada, para chegar e vestir a camisa de titular.
Chega de Bryan Ruiz, Soteldo, Felipe Aguilar, Felipe Cardoso, etc.
Felipe Aguilar teve um desempenho patético, sendo o responsável pelos dois primeiros gols sofridos pelo Santos, o que “abriu a porteira”.
Nesta partida, o Soteldo lembrou bastante o Vladimir Hernandez. Não fez nada de bom. Esperamos que seja um problema pontual e que ele resgate o bom futebol nas próximas partidas.
Copete mais uma vez péssimo e o Yuri Alberto errou absolutamente tudo o que tentou. Nem parece jogador para time grande (nota zero).
Agora o torcedor terá uma semana longa, com chacota da imprensa esportiva e dos torcedores rivais. Essa é a nossa sina nos últimos meses.
Só de lembrar que o time está gastando 28 milhões de reais em jogadores como Soteldo e Felipe Aguilar, fica difícil ter serenidade.
Ao final deste Post publicamos o pós-jogo da goleada desta quinta-feira:
Bragantino1 x 4 Santos
Prezados santistas,
Após a belíssima vitória do Santos no último domingo, começaram a ser divulgados vídeos e relatos de torcedores a respeito da “hospitalidade” que o clube vem oferendo a seu torcedor e sócio, notadamente neste último jogo: problemas nas catracas, filas enormes e o sócio tendo que enfrentar uma fila extra para validar seu ingresso. Muitos torcedores ficaram descontentes, dizendo que sairiam pelo descaso que o clube faz com os associados, inclusive publicando fotos de carteirinhas quebradas.
Considerando-se o compromisso firmado pela atual gestão, de oferecer ao torcedor uma experiência diferenciada nos jogos do Santos, depois desse 1 ano de gestão constatamos que muito pouco foi feito. Outro detalhe: uma vez que a facilidade para compra de ingresso e comodidade para acessar os jogos representa um dos principais diferenciais e atrativos do plano de sócio, isso deveria funcionar tal qual um relógio suíço. Ao contrário do caos enfrentado pelo nosso torcedor.
A situação fica ainda mais urgente se levarmos em conta a crise financeira que o clube atravessa, e o potencial de receitas que possuem o programa de sócio torcedor e a bilheteria.
Em resumo: mesmo com receitas de time médio nesses dois itens, a impressão que fica é que o clube não está muito preocupado.
Nos últimos anos discutiu-se incansavelmente a relevância do Sócio Rei, inclusive a importância do voto à distância como atributo de valorização do plano. Mas a coisa parece ter ficado em stand by.
Lamentavelmente o torcedor tem sido tratado como gado nos estádios, e no nosso caso, ainda tem o agravante da precariedade da estrutura dos estádios, comparados com os rivais.
Tudo bem que o torcedor ficou devendo uma presença maior neste último clássico, mas o clube também precisa fazer sua parte.
Ouvimos alguns boatos dando conta de que o clube faria pesquisas direcionadas ao torcedor e sócio, para entender o que afasta o nosso torcedor.
Entendemos que este primeiro passo é extremamente importante, pois o pior cenário é aquele em que a pessoa toma ações baseadas em “achismos”. No nosso caso vemos que muitos têm um monte de explicações e soluções para os problemas do clube. Tá na hora de colocar em prática uma metodologia de mercado e uma análise profissional.
Lembramos a todos que houve o compromisso de atingir a marca de 100 mil sócios, e ainda diziam que era algo perfeitamente factível. Pelo que vimos nesse primeiro ano, começamos a achar difícil a coisa.
Aqui é Trabalho!
Prezados santistas,
Mais 3 pontos para a conta, com direito a mais uma goleada fora de casa neste campeonato paulista.
Em sua entrevista pós-jogo, o Sampaoli disse que não imaginava um início de trabalho como este. Ou seja: não imaginava que o nosso futebol estava nesse nível. Mesmo sem todos os reforços que deseja, e com um Santos perdendo titulares como Gabriel, Bruno Henrique e Dodô, o nosso treinador precisou de somente 1 mês de trabalho para transformar esta equipe. É por isso que a famosa frase do Muricy Ramalho, cabe tão bem para o Sampaoli:
“Aqui é trabalho, meu filho!”
Além dessa transformação promovida no Santos, o técnico argentino desnudou o atraso e a obsolescência dos treinadores brasileiros.
Esperamos que aconteça um movimento de transformação e modernização dos métodos de trabalho no nosso País. O futebol agradece.
Falando da partida desta quinta-feira, o Santos enfrentou um time bastante recuado que pretendia apostar em contra-ataques, mas com paciência e aplicação tática, o nosso time conseguiu furar o bloqueio do adversário.
Com gols de Sanchez, Jean Mota e Dérlis Gonzales, o Santos se mantém com 100% de aproveitamento, após 4 partidas no campeonato paulista.
Esperamos que o professor fique satisfeito com os reforços contratados pela diretoria e que tenha “vida longa” em nossas “plagas”.
Falando em vida longa, eu começaria a planejar a renovação de contrato de alguns dos nossos jogadores que estão em excelente fase. Notadamente, Pituca, Dérlis Gonzales, Gustavo Henrique e Alison.
O Santos sobrou no clássico deste domingo, 27 de janeiro de 2019, ante a “2ª força” do futebol paulista.
Sem nenhuma arrogância, a Ferroviária deu mais trabalho do que este time que enfrentamos nesta tarde.
Os badalados Pablo, Diego Souza e Nenê mal pegaram na bola. Se o locutor proferiu o nome desses jogadores umas duas vezes, foi muito. Isso graças à eficiência da nossa marcação.
A partida de hoje “falou” mais do que 1000 notas oficiais do clube. É essa a melhor resposta que o Santos pode dar.
O Sampaoli está resgatando o orgulho e a autoestima do torcedor santista.
“Obrigado Profe”!
Na verdade, fica a impressão de que o Santos joga um futebol estilo europeu em terras brasileiras (guardadas as devidas proporções).
Apesar de algumas deficiências técnicas, o time mudou da água para o vinho nas mãos do treinador argentino.
Marcação por pressão, troca de passes insinuantes, posse de bola, jogadores próximos e abafando o adversário.
Com mais alguns reforços este time deixará muita gente com “cara de tacho”. Sem palavras.
Hoje de manhã o técnico Leão deu um enorme bola fora ao dizer no programa Esporte Espetacular, que o Sampaoli não daria certo. Nada a ver.
É preocupante o nível pueril dos técnicos brasileiros quando comparados com um Sampaoli, que para o padrão europeu, é um técnico bem modesto. Alô CBF, essa turma precisa de reciclagem.
Em menos de 4 semanas de trabalho, este técnico conseguiu transformar este Santos (10º colocado no último campeonato brasileiro) em uma excelente equipe.
Com gols de Luiz Felipe e Dérlis Gonzales, o Santos atropelou. Vitória incontestável, com direito a olé. Destaque positivo para gringos Dérlis, Sanchez, Felipe Aguilar e Soteldo.
Falando de Dérlis Gonzáles, esperamos que seu contrato de empréstimo tenha um valor de compra que seja acessível.
Para finalizar e para evitar que este texto fique chato e prolixo, deixamos o pedido para que assinem o contrato do Pituca o quanto antes. Ele está jogando muito.
Ao final deste Post publicamos o pós-jogo da goleada desta quinta-feira:
São Bento 0 x 4 Santos
Prezados Santistas,
Se existe uma força capaz de congregar todas as correntes políticas do clube em um único objetivo, este é o sentimento que cada um de nós sente por este clube maravilhoso. O amor pelo SANTOS FUTEBOL CLUBE.
Ultimamente temos visto ataques sistemáticos de parte da imprensa esportiva contra o Santos FC, o que nos traz uma enorme indignação.
Para aqueles que não acompanharam o noticiário esportivo nos últimos dias, trazemos abaixo dois exemplos desses ataques:
1- Um jornalista do canal Gazeta disse que o nosso novo zagueiro Felipe Aguilar é o jogador certo no time errado, pois em sua visão, a raça e disposição deste zagueiro combinaria com um certo time da capital.
2- Outro jornalista do canal FOX, proferiu uma frase bastante infeliz ao depreciar a qualidade dos jogadores estrangeiros que o Santos está trazendo por indicação do Sampaoli. O termo utilizado foi “lixaiada”.
Este segundo exemplo, na verdade é um ataque indireto ao Santos, pois questiona e deprecia os reforços que o clube se esforça em trazer, antes mesmo de vê-los em campo.
Além desses dois exemplos, há uma campanha de parte da imprensa (TV e rádio), para que o Sampaoli vá embora. Mais ou menos igual faziam na época em que o Santos lutava para manter o Neymar em terras brasileiras.
Nesse cenário, o quê cabe ao Santista?
Talvez a reação que alguns esperam dos Santistas, seja a irracionalidade. Mais ou menos como fizemos na partida contra o Independiente na Libertadores de 2018, quando “partimos para a porrada” no estádio do Pacaembu.
Certamente esse tipo de reação daria ainda mais munição para o “inimigo”.
Na nossa opinião, para dar uma resposta à altura, entendemos que o santista poderia atuar em duas frentes. Vejam quais:
1- Torcedor e Sócio:
* Apoiar o time incondicionalmente, lotando o estádio para dar apoio ao Sampaoli e elenco;
* Não dar voz as fakes news e a notícias que aparecem para sabotar o clube;
* Se for criticar o clube, que o faça entre Santistas.
2- Diretoria:
* Procure tratar com seriedade o Sampaoli e elenco. Avisar caso demore para contratar ou atrase eventual pagamento de salário ou direito de imagem. Os profissionais precisam sentir que estão em um clube sério, com pessoas íntegras e de credibilidade;
* Ter cuidado redobrado em entrevistas e declarações para não expor o clube a situações vexatórias. Escolher um porta-voz para falar em nome do clube.
***
A bem da verdade, essa repulsa que o Santos causa a alguns demonstra a nossa grandeza, pois ninguém liga para os pequenos ou para os inofensivos.
Desta forma, cabe a nós (torcida e diretoria) estarmos à altura da grandeza do nosso time, que dará a sua resposta “dentro das quatro linhas”. Nossa missão será a de tornar o ambiente propício para o ressurgimento da Fênix.
Palavras e notas oficiais têm efeito simbólico nesta guerra, que será decidida no campo de batalha da vida real, e não na redação de canais esportivos.
E o Santista volta a sonhar
Prezados santistas,
Excelente partida do Santos na noite desta quinta-feira 24/01/2019.
Time compactado, jogadores se apresentando para o jogo com aproximação, tabelas e como diz o outro: fazendo o “overlapping”.
Parece que está ficando no passado aquela postura preguiçosa de alguns jogadores que ficavam escondidos, atrás da marcação, obrigando aquele famigerado toque de lado, o tal “tic, tic, tic”.
O nosso time precisou de 15 segundos para abrir o placar, ante o time do “Messi brasileiro”. Uma rápida troca de passes e um golaço do Jean Mota.
Ironicamente foram os estrangeiros Dérliz Gonzales, Soteldo e Copete que fizeram os outros 3 gols da partida, como se respondessem na bola às ofensas proferidas por um certo jornalista esportivo.
Mais ou menos como fez o Neymar no último jogo pelo PSG, quando aplicou um chapéu de carretilha em cima do marcador que lhe dava pontapés, ou então como o chapéu aplicado pelo Pituca no Alexandro, enquanto este distribuía cotoveladas e soladas nos nossos jogadores.
Aí está. A nossa melhor resposta será dada dentro de campo.
Acreditamos que essa goleada fará com que o torcedor compareça em peso no clássico deste final de semana.
Apesar de ser somente a 2ª partida oficial de 2019, o time demonstra bastante evolução nas mãos do Sampaoli. Méritos da diretoria.
Para “tirar nota 10”, só falta assinar a renovação do Pituca.
Pelos comentários que lemos neste blog e em alguns grupos de “whatsapp”, existe em alguns torcedores a percepção de que se aproximam da vida política do clube algumas pessoas com interesses pessoais, que basicamente se resumem em ajudar candidatos a presidente do clube ou chapas políticas, em troca de empregos e funções dentro da estrutura do clube. O tal “empreguismo”.
Em sendo verdadeira esta percepção, quais efeitos seriam sentidos pelo clube:
1-Alto custo com rescisões trabalhistas para renovar os quadros do clube, a cada gestão;
2-Perda do histórico profissional e do valor agregado que alguns funcionários antigos podem oferecer ao clube;
3-Eventualmente ter no quadro de funcionários do clube, alguém exercendo uma função que nada tem a ver com sua formação profissional, consequentemente com baixo rendimento;
4-Pessoas com salários completamente fora da realidade de mercado;
5-Perda de bons profissionais que estavam no clube e que deram lugar a estes.
Isso pode ocorrer devido à prática comum na política partidária do nosso País: recompensas e/ou compensações em troca de apoio.
Em português claro, significa dizer que pessoas que não conseguem se estabelecer profissionalmente no mercado de trabalho, enxergam essa eventual troca de favores como oportunidade para fazer um “pezinho de meia”.
Agora perguntamos a você, caro leitor: você gostaria de ter alguém assim em sua empresa?
Tendo em vista que o clube pertence a toda coletividade de torcedores, sócios e conselheiros, o que podemos fazer para evitar este tipo de situação?
A ideia deste texto é a de propor uma, dentre as centenas de alternativas existentes.
Sugestão:
Que se crie no clube um mecanismo estatutário que impeça os presidentes de transformar o clube em um “cabidão de empregos”, de modo que o clube tenha funcionários de carreira, contratados e avaliados com isonomia e profissionalismo pelas instâncias internas do clube.
Que exista um procedimento de RH e Gestão de Pessoas, para a troca de qualquer profissional dentro do clube ou criação de cargos, sempre com o aval de instâncias internas do clube.
Que o presidente possa nomear um número limitado de assessores para auxiliá-lo diretamente nas tarefas rotineiras.
Com isso o presidente poderia dedicar mais tempo ao carro-chefe do clube, que é o time de futebol, deixando de se “preocupar” com as áreas administrativas (RH, Jurídico, Patrimônio, Depto Médico, Limpeza, Segurança, Manutenção, etc.), e de quebra, seus apoiadores ajudariam em eventual campanha política por ideologia e não por interesses pessoais.
Através de uma medida simples como esta, já seria possível afastar muitos que ficam à espreita, esperando alguém para apoiar em troca de algo que não seja o melhor para o clube.
Comentário sobre o jogo deste sábado ao final do post!
1º Aumentar receitas/faturamento
2º Aumentar receitas/faturamento
3º Aumentar receitas/faturamento
***
Quanto mais profissional o futebol maior será o domínio dentro de campo dos clubes com as maiores receitas, por isso é a tarefa mais importante e prioritária de uma gestão.
Apenas um desastre impede que os times a seguir em seus respectivos países não fiquem entre os quatro melhores colocados em seus campeonatos nacionais, na Alemanha: Bayern e Dortmund, na Inglaterra: United, City, Liverpool e Chelsea, na Espanha: Real Madri, Barcelona, e no Brasil Flamengo e Palmeiras.
Na gestão do LAOR o Santos dobrou sua receita em 2010, e em 2011 triplicou o valor que o clube faturava em 2009, Bandeira de Mello também triplicou as receitas do Flamengo, e o mesmo aconteceu com o Palmeiras recentemente. Essa não é uma tarefa para amadores apaixonados pelo clube, só gestores, empreendedores, conseguem fazer o que tem de ser feito.
No caso do Santos, sua receita de marketing no que diz respeito o relacionamento com sua torcida é virgem, inexplorada, resultado do equívoco mercadológico do clube que insiste em focar seu marketing, seus mandos de jogos numa região onde está concentrada apenas 9% de sua torcida, baixada santista, e da forma amadora que explora São Paulo e o interior próximo onde se concentra aproximadamente 35% de sua imensa torcida, a região mais rica do país, e é inexplicável que até hoje o clube não consiga vender ingressos de forma eficiente para um público que supere vinte mil pagantes.
O resultado disso é bilheteria de jogos pífia, número de sócios pífio, venda de camisas e outros produtos pífio, ou seja, um faturamento muito baixo, incompatível com o tamanho de sua torcida, vivemos um círculo vicioso.
O marketing é responsável pela maior receita dos clubes que mais faturam no mundo (Real Madri, Barcelona, United, City, Bayern etc.) e supera em muito a verba de TV, e a de venda de jogador (uma receita perigosa que podemos não conseguir todos os anos), está aí um excelente caminho para o Peixe aumentar suas receitas, basta fazer o que tem de ser feito.
*Colaborou: Ernesto Franze
Estreia com o Pé-direito
Amigos santistas,
Esse Santos versão 2019 fez uma apresentação muito boa na Vila Belmiro, apesar do forte calor e de algumas turbulências do lado de fora do campo.
Pelas notícias divulgadas, o Bruno Henrique após ter treinado com o elenco durante a semana, seria escalado como titular no jogo de hoje. Contudo, acabou faltando à apresentação do elenco e parece que está dando adeus ao Santos. Certamente essa saída repentina poderia ter prejudicado o Santos, mas felizmente o time reagiu bem e ganhou de 1×0 sem sustos.
Aos poucos o técnico Sampaoli vai implantando seu estilo de jogo, e jogadores contestados como o Jean Mota começam a “renascer” pelas mãos do técnico argentino.
Esperamos que este time possa se qualificar muito mais, com as chegadas dos reforços (Soteldo e Felipe Aguillar), com o retorno do Rodrygo e com “a volta dos que não foram”. No caso, do Dérlis Gonzales.
De qualquer forma, sabemos que para sonhar alto, ainda precisamos de mais material humano.
Para finalizar, gostamos muito das declarações do técnico Sampaoli em sua entrevista coletiva pós-jogo. Em especial, quando reconheceu a importância histórica da Vila Belmiro e a importância de ter estádio cheio.
A seguir, deixamos o vídeo com os melhores momentos da partida, que teve um público de 8.616 pagantes com uma renda de 252 mil reais.
Fora o fato de Sampaoli sacudir o brio do torcedor e aumentar a exposição do SFC nas diversas mídias, o que é, muito, relevante para que o MKT possa explorar esse potencial e gerar receitas para pagar o alto custo da comissão técnica. O principal mesmo é retorno técnico, a mudança da cultura da “preguiça” que impera no SFC há muito tempo.
No dia a dia do CT já foi possível perceber muito trabalho tático e técnico e menos rachões, jogadas, conceitos de posse de bola e fixação por agredir o adversário. Soma-se a isso, o argentino respirar futebol 24 hora por dia, ter informações de jogadores de diversos países, desde centros mais relevantes ao menos relevantes.
Mas e o jogo? Já foi possível ver seu DNA no time?
Minha impressão do jogo amistoso foi positiva, Sampaoli é mesmo diferente, em apenas 10 dias já tatuou uma forma de jogo ao time, fosse um treinador “picareta” tupiniquim diria que não teve tempo de implantar um sistema de jogo, porém, vimos, incríveis 70% de posse de bola, um belo número, sobretudo sendo no campo adversário. Seu conceito de marcação é o europeu, o time por diversas vezes avançou as linhas de marcação, outras vezes agrediu a saída de bola com triângulos para marcar por zona e outras vezes a marcação foi individual.
Só isso resolve?
Claro que não, pois para que esse estilo de jogo “europeu” dê certo em solo tupiniquim faz-se necessário acabar com a preguiça que acompanha a cultura santista e, principalmente, material humano para dar qualidade em manter a posse de bola e, sobretudo, o que fazer com ela.
Ficamos com a bola, mas agora o que fazer com a pelota? Em alguns momentos do jogo foi possível relembrar o “tik tik tik sem Taka” do Dorival, tamanha a mediocridade técnica de alguns jogadores do elenco, incapazes de verticalizar e acelerar o jogo. Ficamos com a bola, isso é um ponto positivo, para melhorar a diretoria terá que abastecer o treinador ou esperar que a base nos salve mais uma vez, o que neste momento parece improvável. Não dá para depender de Alison e Jean Motta controlando o jogo, sempre que verticalizam o lance, invariavelmente, eles erram.
Marcação, como disse mais acima, o conceito de marcação lembra o europeu, variação de marcação em bloco e individual, além de várias vezes adiantar as linhas durante o jogo, quando estiver bem entrosado, seremos um time chato, mas, assim como na questão da posse de bola, precisamos de marcadores, nosso rival ontem assim que apertou a marcação, roubou a bola e fez o gol, Orinho batido, Jean Motta não cobriu e Luis Felipe falhou, assim como falhou minutos depois, no lance em que Vanderlei lembrou o lendário Gordon Banks. Enfim, precisamos de peças que melhorem a capacidade técnica para quando tivermos a bola e quando não a tivermos.
Vanderlei, este um caso complicado, Sampaoli deve agora estar com a pulga atrás da orelha.
Gustavo Henrique achei que foi nosso melhor jogador neste primeiro jogo da temporada, firme, não perdeu nenhum lance, participou do gol e, na saída de jogo, mostrou ser melhor que o Alison, Gustavo foi o cara que mais pegou na bola durante a partida.
Bruno Henrique, continua anêmico, sem inspiração e lerdo, detalhe, lerdo é muito diferente de lento.
Enfim, Sampaoli vai ter muito trabalho pela frente, mas tem tudo para prosperar e obter êxito, claro, desde de que a diretoria ajude.
Dizem que só melhora aquele que reconhece suas imperfeições. Isto posto, convido os leitores deste blog para debatermos as causas que levaram o nosso querido Santos FC a essa profunda crise institucional.
E que crise é essa?
Esta dúvida pode ser respondida examinando o clube a partir dos quesitos abaixo:
Elenco
Estádio
CT
CT da base
Receitas
Quantidade de sócios
Dívidas
Outra dúvida que também pode surgir, é como um time que revela tantos bons jogadores consegue chegar a uma situação como esta?
Bom… Tendo em vista que nós torcedores não somos auditores, conselheiros ou dirigentes, temos que partir do pressuposto de que todos são honestos e probos e que os problemas se originam na falta de visão/competência, e não em outras coisas…
A partir disso, chegamos a uma primeira conclusão um pouco óbvia:
O Santos gasta muito mal seus recursos. O índice de erros é muito alto.
Em atenção ao poder de síntese e evitando entregar um texto prolixo e chato, não declinarei aqui os inúmeros reforços que representam “dinheiro jogado fora”, ou então os nomes dos 106 jogadores sob contrato com o Santos, conforme publicado no Blog do Marcel Rizzo no UOL. A ideia não é essa.
Em vez disso, convido a observarem um dos parceiros investidores que passaram pela vida do clube recentemente, e qual foi o legado desses negócios.
Doyen
O Santos teve um relacionamento comercial “um pouco difícil” com este parceiro com alguns negócios, aparentemente, com riscos maiores para o lado do clube.
No mercado corporativo existe um conceito chamado de “relação ganha x ganha”. Basicamente este princípio comercial ensina que se deve buscar um negócio que seja bom para ambas as partes (o tal ganha x ganha). Lamentavelmente no nosso caso, a relação foi “ganha x perde”. Um lado saiu com muito lucro enquanto o outro ganhou dívidas milionárias e processos judiciais.
Imaginem a montanha de dinheiro que daria caso o Santos somasse todo o dinheiro investido em contratações fracassadas nos últimos 9 anos?
Certamente daria um valor astronômico, digno das maiores contratações do planeta.
Contudo, sabemos que um time de futebol não é banco, ou uma empresa que explora atividade econômica.
No nosso caso, os dividendos são gols, vitórias e títulos. Isso é alcançado com bons jogadores. Bons jogadores ou você revela ou compra no mercado.
Aí volta o dinheiro à equação e a necessidade de saber gastar bem os recursos.
Se é utopia achar possível acertar em 100% das contratações, ao menos precisamos trabalhar seriamente para minimizar os riscos e evitar contratações bizarras como aquela do centroavante de 40 milhões.
É por isso que não dá para fugir muito desse “papo de torcedor economista”.
Um outro ponto que também podemos identificar como oportunidade de melhoria, é o relacionamento do clube com seus profissionais.
Lamentavelmente o Santos acaba tendo uma relação um pouco conturbada com seus funcionários. Isto também precisa ser melhorado pois traz prejuízos intangíveis ao clube.
Vejam vocês que há meninos da vila que não querem ver o clube nem “pintado de ouro”. Parece terem pego ojeriza do clube, assim como outros profissionais do futebol.
Recentemente o tratamento dado ao goleiro Vanderlei e ao atacante Bruno Henrique (com a história de leilão) podem ser exemplos de oportunidades de melhoria. Tivemos também dois casos de técnicos que declararam que nunca mais voltariam a trabalhar no clube. O que definitivamente não é bom sinal.
Isto posto, para não dizerem que o torcedor só “corneta” e não sugere nada, finalizo este pequeno texto com duas sugestões.
1-Em vez de mandar embora os ex-atletas e ídolos do passado, os dirigentes deveriam aproveitar o “expertise” desses profissionais para diminuir a margem de erros nas contratações e nas categorias de base. Felizmente os antigos ídolos e craques que pisaram no gramado da Vila Belmiro nutrem um bom sentimento pelo clube e historicamente tiveram um papel importante na formação dos “raios”. Se deu certo a coisa, por que mudar?
2-O Santos precisa construir um relacionamento de confiança e transparência com seus profissionais. Se vai atrasar salário ou direito de imagem, deve-se abrir o jogo. Se não for trazer muitos reforços, não deixar o treinador na expectativa. Não tratar atletas como mercadorias ou como inimigos. Isso pode parecer besteira, mas se o Santos tivesse um bom relacionamento com jogadores como Diego Ribas, Edu Dracena e Ganso, certamente poderia ter feito melhores campeonatos nas últimas temporadas. Mais ou menos como o Hernanes é útil a seu time de formação. Enquanto isso, até mesmo o Neymar é brigado com o clube, e está virando torcedor rival.
Para finalizar, deixamos os melhores momentos do amistoso realizado neste domingo, e a coletiva do técnico Jorge Sampaoli pós-jogo.